
uma gota amarela
Fevereiro 4, 2008nem todas as câmeras dão conta de parar o mundo. no calor do cinema, vazamos por entre nossas próprias vistas. o olho esquerdo é distoante, apesar das familiaridades. que importa a paz da máquina se estamos pérola no rio?
caras vêem com tempo, é prêmio de making of. o pavor passa depois de tanto transtorno. a mesmice passa quieta depois de tanta idade.
relaxe que a deixa vem se precisar – ou sem precisar. aja, viva, mas não esqueça de respirar com momento. e, se meio mundo cair, prepare-se: você pode ter que nascer desde aquela vida.
se nada disso der certo, guarde os óculos; a coisa pode já estar certa, pessoa.
