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poema ao surrealismo

Agosto 16, 2004

Uma risada

de safira na ilha de Ceilão

As mais belas palhas

Têm a cor esmaecida

Na prisão

Numa fazenda isolada

NO DIA-A-DIA

agrava-se

O agradável

Um caminho carroçável

vos conduz ao desconhecido

O Café

roga por si mesmo

O ARTESÃO QUOTIDIANO DE VOSSA BELEZA

Senhora,

um par

de meias de seda

não é

Um salto no vazio

UM CERVO

Antes de tudo o amor

Tudo poderia acabar tão bem

Paris é uma grande aldeia

Vigial

o fogo incubado

a oração

sabei que

os raios ultravioleta

terminaram seu trabalho bem e rápido

O PRIMEIRO JORNAL BRANCO DO ACASO

Vermelho será

O cantor errante

ONDE ESTARÁ?

na memória

em sua casa

NO BAILE DOS ARDENTES

Faço

dançando

O que se fez, o que se fará

André Breton,

em Manifesto do Surrealismo

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